Sumário
Introdução
Aparelho Reprodutor Feminino
Papillomavirus Humano (HPV)
Alterações Celulares
Cancro do Colo do Útero
Estádios de Evolução
Factores de Risco
Prevenção
Diagnóstico
Sinais e Sintomas
Abordagens Terapêuticas
Anualmente são diagnosticados 371.000 novos casos de cancro do colo do útero.
E por ano morrem 190.00 mulheres infectadas.
Na Europa morrem 4 mulheres diariamente.
Em Portugal surgem 900 casos a cada ano e morrem 350 mulheres todos os anos.
Aparelho Reprodutor Feminino
Ovários
Trompas de Falópio
Útero
Vagina
Órgãos Genitais Externos:
Vulva
Grandes lábios
Clitóris
Papillomavirus Humano (HPV)
É transmitido por contacto sexual;
O preservativo não actua como barreira;
Pode infectar indivíduos de ambos os sexos, mas manifesta-se com mais incidência nas mulheres;
Existem mais de 250 tipos de HPV;
Estima-se que 70% da população sexualmente activa tenha contraído o vírus.
Alterações Celulares
As alterações celulares são provocadas por lesões que, neste caso, ocorrem nas células do colo uterino.
Podem ocorrer lesões tanto a nível interno como a nível externo.
Estas alterações nas células do colo do útero podem ser causadas por diversos factores, mas na maioria das vezes são provocadas por determinados tipos de HPV.
O HPV de "alto risco" pode provocar o cancro do colo do útero ou alterações das células do epitélio do colo do útero, que posteriormente podem evoluir para cancro.
O HPV de "baixo risco" pode causar condilomas genitais e alterações não cancerosas no colo do útero.
Cancro do Colo do Útero
O cancro do colo do útero é o diagnóstico mais grave de uma série de lesões que ocorrem nas células do colo uterino.
Ao contrário de muitos outros cancros, a origem do cancro do colo do útero não é hereditária.
Quando diagnosticadas alterações, se estas forem detectadas numa fase inicial da doença, aliadas a um tratamento adequado quase sempre é possível ter êxito na cura da doença.
Estádios de Evolução
Factores de Risco
Prevenção
Prevenção Primária: Vacinação
A vacina contra o HPV foi recomendada oficialmente, em 2008 pelas autoridades de saúde portuguesa a constar no programa nacional de vacinação.
Está indicada para raparigas e jovens mulheres entre os 10 e 25 anos independentemente de já terem iniciado ou não a sua vida sexual.
A vacina está a ser administrada gratuitamente a todas as jovens dos 13 aos 17 anos, que tenham nascido entre 1992 e 1999.
Prevenção Secundária: Rastreio do Cancro do Colo do Útero
O rastreio pelo exame papaniculaou é essencial para a detecção de células anormais em mulheres infectadas pelo HPV numa fase inicial da doença.
Citologia: Exame Papanicolaou
A citologia é um exame de rotina onde o médico retira uma pequena quantidade de células do colo do útero que depois são examinadas para a pesquisa de anomalias.
A presença de células anómalas pode ser uma situação grave se o problema não for diagnosticado ou tratado, podendo evoluir para uma situação de cancro invasivo no colo do útero.
A citologia não é um método diagnóstico para a detecção do HPV.
Diagnóstico
Se uma mulher apresentar alguns dos sintomas típicos ou o resultado do seu exame do Papanicolaou revelar a presença de células pré-cancerígenas ou de cancro do colo do útero, o médico deverá sugerir outros exames para obter um diagnóstico.
Como por exemplo:
Colposcopia
Biópsia
LEEP (Loop Eletrosurgical Excision Procedure)
Curetagem endocervical
Sinais e Sintomas
Hemorragia vaginal anormal;
Hemorragia entre períodos menstruais regulares;
Hemorragia após relação sexual, irrigação vaginal ou exa
me pélvico;
Períodos menstruais mais prolongados e intensos;
Hemorragias após a menopausa;
Aumento do corrimento vaginal;
Dor pélvica;
Dor durante as relações sexuais.
Abordagens Terapêuticas
Quimioterapia
É considerado um tratamento sistémico, uma vez que tem como objectivo destruir as células cancerosas;
No tratamento do cancro do colo do útero é usual combinar a quimioterapia com a radioterapia.
Radioterapia
São utilizadas ondas de alta energia tais como raio X levando à lesão e destruição das células cancerígenas.
Em alguns casos pode ser muito eficaz e levar ao desaparecimento completo do cancro, quando este se encontra localizado.
Cirurgia
Trata o cancro localmente, no colo do útero e na área adjacente ao tumor.
Algumas mulheres em estádios mais avançados da doença necessitam de efectuar uma histerectomia radical, onde é removido o útero, o colo do útero e parte da vagina.
O tratamento cirúrgico é invasivo, pode ser agressivo para a doente e pode resultar em infertilidade.






