A elaboração deste blog tem como objectivo informar e alertar população relativamente à problemática do cancro do colo do útero.

Pretendemos aumentar o conhecimento, tentando diminuir os casos de maior gravidade, melhorando assim, a esperança e a qualidade de vida das mulheres.



Esperamos que esta informação seja útil e colocada em prática!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Sumário

Introdução

Aparelho Reprodutor Feminino

Papillomavirus Humano (HPV)

Alterações Celulares

Cancro do Colo do Útero

Estádios de Evolução

Factores de Risco

Prevenção

Diagnóstico

Sinais e Sintomas

Abordagens Terapêuticas



Anualmente são diagnosticados 371.000 novos casos de cancro do colo do útero.
E por ano morrem 190.00 mulheres infectadas.
Na Europa morrem 4 mulheres diariamente.
Em Portugal surgem 900 casos a cada ano e morrem 350 mulheres todos os anos.

Aparelho Reprodutor Feminino

Órgãos Genitais internos:


Ovários

Trompas de Falópio

Útero

Vagina

  
Órgãos Genitais Externos:


Vulva

Grandes lábios

Clitóris



Papillomavirus Humano (HPV)



É transmitido por contacto sexual;

O preservativo não actua como barreira;

Pode infectar indivíduos de ambos os sexos, mas manifesta-se com mais incidência nas mulheres;

Existem mais de 250 tipos de HPV;

Estima-se que 70% da população sexualmente activa tenha contraído o vírus.


Alterações Celulares
As alterações celulares são provocadas por lesões que, neste caso, ocorrem nas células do colo uterino.
Podem ocorrer lesões tanto a nível interno como a nível externo.



Estas alterações nas células do colo do útero podem ser causadas por diversos factores, mas na maioria das vezes são provocadas por determinados tipos de HPV.
O HPV de "alto risco" pode provocar o cancro do colo do útero ou alterações das células do epitélio do colo do útero, que posteriormente podem evoluir para cancro.
O HPV de "baixo risco" pode causar condilomas genitais e alterações não cancerosas no colo do útero.

Cancro do Colo do Útero

O cancro do colo do útero é o diagnóstico mais grave de uma série de lesões que ocorrem nas células do colo uterino.

Ao contrário de muitos outros cancros, a origem do cancro do colo do útero não é hereditária.

Quando diagnosticadas alterações, se estas forem detectadas numa fase inicial da doença, aliadas a um tratamento adequado quase sempre é possível ter êxito na cura da doença.
 
 



Estádios de Evolução

 



Factores de Risco





                                         

Prevenção
                         
                                    


Prevenção Primária: Vacinação

A vacina contra o HPV foi recomendada oficialmente, em 2008 pelas autoridades de saúde portuguesa a constar no programa nacional de vacinação.

Está indicada para raparigas e jovens mulheres entre os 10 e 25 anos independentemente de já terem iniciado ou não a sua vida sexual.

A vacina está a ser administrada gratuitamente a todas as jovens dos 13 aos 17 anos, que tenham nascido entre 1992 e 1999.



Prevenção Secundária: Rastreio do Cancro do Colo do Útero

O rastreio pelo exame papaniculaou é essencial para a detecção de células anormais em mulheres infectadas pelo HPV numa fase inicial da doença.



Citologia: Exame Papanicolaou

A citologia é um exame de rotina onde o médico retira uma pequena quantidade de células do colo do útero que depois são examinadas para a pesquisa de anomalias.



É um procedimento simples e indolor.
 
A presença de células anómalas pode ser uma situação grave se o problema não for diagnosticado ou tratado, podendo evoluir para uma situação de cancro invasivo no colo do útero.
 
A citologia não é um método diagnóstico para a detecção do HPV.
 
 
Diagnóstico
Se uma mulher apresentar alguns dos sintomas típicos ou o resultado do seu exame do Papanicolaou revelar a presença de células pré-cancerígenas ou de cancro do colo do útero, o médico deverá sugerir outros exames para obter um diagnóstico.
Como por exemplo:

Colposcopia

Biópsia

LEEP (Loop Eletrosurgical Excision Procedure)

Curetagem endocervical



Sinais e Sintomas

Hemorragia vaginal anormal;

Hemorragia entre períodos menstruais regulares;

Hemorragia após relação sexual, irrigação vaginal ou exa
me pélvico;

Períodos menstruais mais prolongados e intensos;

Hemorragias após a menopausa;

Aumento do corrimento vaginal;

Dor pélvica;

Dor durante as relações sexuais.




Abordagens Terapêuticas


Quimioterapia


É considerado um tratamento sistémico, uma vez que tem como objectivo destruir as células cancerosas;

No tratamento do cancro do colo do útero é usual combinar a quimioterapia com a radioterapia.


Radioterapia
 
São utilizadas ondas de alta energia tais como raio X levando à lesão e destruição das células cancerígenas.

Em alguns casos pode ser muito eficaz e levar ao desaparecimento completo do cancro, quando este se encontra localizado.



Cirurgia

Trata o cancro localmente, no colo do útero e na área adjacente ao tumor.

Algumas mulheres em estádios mais avançados da doença necessitam de efectuar uma histerectomia radical, onde é removido o útero, o colo do útero e parte da vagina.

O tratamento cirúrgico é invasivo, pode ser agressivo para a doente e pode resultar em infertilidade.